Lancei Maqui em 10 de dezembro de 2009. Meu objetivo era criar uma fonte que evitasse os clichês das fontes futuristas, mantendo uma aparência moderna e industrial. Desde o início, ela foi construída como uma família compacta para manchetes. Sua característica mais peculiar é a forma de pico em caracteres como o ‘A’, que baseei em imagens de arcos góticos clássicos. Não é um arco estritamente equilátero, mas toma emprestada aquela sensação de elevação e compressão, que também funcionava como um recurso de economia de espaço.
O design era pensado para destaques, principalmente manchetes, nas quais suas proporções condensadas e detalhes pontiagudos poderiam sobressair. Todos os pesos foram lançados no início, e não acrescentados depois, pois eu queria a gama completa disponível para uso hierárquico desde o começo. Nunca vi Maqui ser adotada em projetos notáveis, mas ela permanece disponível como um lançamento pago.
Em 18 de junho de 2021, atualizei Maqui para alinhá-la às expectativas técnicas. Removi caracteres obsoletos, refinei contornos, melhorei as reticências e aspas e ampliei as frações OpenType. Mais tarde, em 13 de novembro de 2024, a versão 1.2 reorganizou a nomenclatura dos pesos: Book passou a Light, Light passou a Extra-Light, Extra-Light passou a Thin e Ultra-Light passou a Hairline. Essa mudança de nomes esclareceu a estrutura da família sem alterar seu caráter visual.